O Brasil Precisa de Santos

O Papa João Paulo II sempre foi um grande incentivador das causas de canonizaçao e fez da proclamação dos santos uma forma de evangelização!


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03/04/2004 - 15:56 - 40 Mártires do Brasil

 

40 Mártires do Brasil

Os Beatos Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros sempre foram conhecidos em Portugal como "Mártires do Brasil", e era assim que eles também eram conhecidos aqui desde o seu martírio. Muitos com razão os consideram brasileiros. Esses mártires sonhavam em vir trabalhar aqui, já nos amavam antes mesmo de terem tocado nosso chão. Mas mesmo assim, como considerá-los do Brasil sabendo que haviam sido martirizados em alto mar, sem ao menos ter "pisado" em solo brasileiro? Não obstante, pelo motivo de eles serem conhecidos como "Mártires do Brasil", desde o início gostaríamos de mencioná-los neste site. Foi por pouco que não chegaram a trabalhar no Brasil. Estavam muito próximos de nós. Pensávamos em considerá-los numa seção à parte, como um sinal abençoado do que Deus estava por realizar um dia em terras brasileiras...

Pesquisando melhor

Esse título de "40 Mártires do Brasil", porém, intrigava. Parecia forte demais para quem estava apenas vindo para cá. Se já era estranho ter "descoberto" três Santos do Brasil ignorados quase que por todo o país (São Roque Gonzales e Companheiros), parecia mais estranho ainda que isso pudesse se repetir mais uma vez...

Pois bem, foi o que aconteceu!

Meses depois, pesquisando a história desses "40 mártires do Brasil", qual não foi a surpresa ao descobrir que o Beato Inácio de Azevedo, líder do grupo de mártires, não só fazia parte da Província brasileira da Companhia de Jesus, a Ordem dos Jesuítas, mas aqui esteve trabalhando! Foi mandado ao Brasil em 1565, organizando as atividades da Ordem Jesuíta desde a Baía até São Paulo, e só viajou de volta a Portugal em agosto de 1568 para conseguir mais jesuítas na Europa e retornar em seguida. Inicialmente tinha vindo ao Brasil para ficar só dois anos, mas logo que chegou os planos começaram a ser mudados, pois São Francisco Borja, superior da Ordem, escreveu-lhe em setembro de 67 dando permissão de voltar à Europa se achasse necessário, mas acrescentando que "não se há de despedir do seu Brasil" (LEITE, Serafim, História da Companhia de Jesus no Brasil, II, p. 247). Seu Brasil! São Francisco Borja já via o coração do Beato Inácio ligado a esta terra. E, embora viajasse para Portugal, sua residência ainda era, e continuaria a ser, o Brasil. Além disso, ele era o Visitador da Ordem no país, ou seja, tinha autoridade sobre todos os jesuítas que aqui estavam. Antes de voltar, em 1569, foi nomeado Provincial. Sua pessoa era de grande importância para o apostolado que estava sendo realizado em toda a colônia, dada a sua importância internamente para a Ordem Jesuíta no Brasil, e dada a importância dos jesuítas dentro de todo o contexto brasileiro; seus vínculos com o país eram fortíssimos, e iam muito além da simples residência em terras brasileiras.

Ora, não havia porquê não incluí-los na nossa relação de santos. E não eram somente 40, mas um total de 52 mártires!, pois outros 12 jesuítas que faziam parte da expedição missionária foram martirizados em um segundo momento. É verdade que dentre as 52 pessoas, apenas uma preenchia formalmente o requisito de residência em terras brasileiras, mas não era alguém do mesmo peso que os outros 51 mártires. Era nada menos que o líder e organizador de todo o grupo, seu inspirador e formador. Dos 51 companheiros, apenas 3 já eram sacerdotes, todos os outros eram jesuítas ainda em formação, estudantes seminaristas e irmãos coadjutores com relativamente poucos anos, ou até meses, de Ordem. Além disso, esses 51 membros não eram indiferentes em relação ao Brasil, mas já estavam sendo formados para trabalhar aqui durante o tempo, cerca de 8 meses, em que ficaram em Val de Rosal aguardando o demorado embarque. Um dos requisitos para entrar para esse grupo de missionários era o de desejarem livremente vir para o Brasil. Eram todos voluntários. Esse grupo que Pe. Inácio arregimentou na Europa oficialmente já fazia parte da Província brasileira da Ordem quando zarpou de Portugal rumo ao Brasil, ou seja, a residência oficial de todos eles já era o nosso país.

Um detalhe singelo: parte dos mártires chegou até mesmo a avistar as nossas costas (veja a história de Pero Dias e companheiros).

Desde o início todos eles foram chamados de mártires, e "Mártires do Brasil". A grande comoção popular, e a fama de santidade que se seguiu ao martírio, os considerava como uma bênção divina sobre as terras do Brasil. Isso é historicamente incontestável. Eram ansiosamente esperados no país, e, ao invés disso, chegou sim a notícia de suas mortes. Desde o primeiro instante começaram a recorrer à sua intercessão:

"O fervor extraordinário, que se notou nas Aldeias do Brasil, atribuiu-se logo à fecundidade do sangue daqueles mártires. E no dia 15 de julho de 1574, celebrou-se na Baía a primeira solenidade em honra dos mártires, com epigramas e sermão, dando-se-lhes, pela primeira vez, o nome de Padroeiros do Brasil. A festa manteve-se através dos séculos. Uma consulta, feita a Roma sobre esta celebração doméstica do martírio, vem aprovada. Em Roma, segundo diz o Breviário, começou o culto público"( LEITE, Serafim, História da Companhia de Jesus no Brasil, II, p. 264).


Eis um outro trecho de um documento da época do martírio. Nele os 52 mártires recebem " título glorioso de Padroeiros do Brasil":

"Assim como outras províncias, que tiveram antiga cristandade, têm antigos santos por seus advogados e padroeiros no céu: da mesma maneira a Província do Brasil já daqui por diante tem seus próprios padroeiros e advogados, diante de Deus; e, assim como o Brasil é mundo novo, província nova, cristandade nova: assim também Deus Nosso Senhor quis nele fundar sua Igreja com lhe dar novos santos, e novos padroeiros nos céus. Pelo qual, com muita razão podemos esperar que a Igreja de Deus naquelas partes virá a ser mui florente e mui acrescentada e dará frutos de bênção, pois vemos que está plantada com sangue de tantos e tão grandes servos de Deus"( LEITE, Serafim, História da Companhia de Jesus no Brasil, II, p. 265)

No Brasil a pouco nascido, "despovoado" em certo sentido, mas tão necessitado de missionários e formadores, a perda desses religiosos era uma catástrofe, mas não foi esse o sentimento de fé que se seguiu. A fama de santidade decorrente desse martírio era unânime: Deus abençoava com seu sangue nossas terras! "Fama de santidade" é palavra chave para a questão que estamos tratando. Desde que a notícia do martírio chegou ao Brasil, começaram a ser invocados aqui como mártires, e a serem considerados padroeiros da terra . Isso foi determinante para a Igreja os ter sempre considerado como "santos" do país.

Dessa forma, negar a esses santos o título de pertença ao Brasil seria sem dúvida uma aberração: aberração para os cristãos de então, aberração para os cristãos de hoje, que tenham um mínimo de sensibilidade histórica e eclesial. Tirar-lhes esse título é algo que não nos cabe, pois ele foi forjado pela fama de santidade que se seguiu imediatamente ao martírio, e perdurou nos séculos seguintes. A Igreja ensina que a fama de santidade autêntica é inspirada pelo Espírito Santo, fama de santidade reconhecida pela Igreja com a Beatificação dos 40 mártires em 1854.

Faça a prova: leia suas vidas e aproxime-se do seu testemunho; invoque-os como intercessores e verá os resultados! Estão muito próximos de todos nós brasileiros!

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*BEATO INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS MÁRTIRES (inicial)
*A HISTÓRIA DO MARTÍRIO
*Leia TRAÇOS BIOGRÁFICOS DOS 39 COMPANHEIROS Mártires
* O MARTÍRIO DE PE. PERO DIAS E 11 COMPANHEIROS
* Para obter mais informações: BIBLIOGRAFIA, INFORMAÇÕES E LINKS

Inserida por: Administrador fonte:  Santos do Brasil
   
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