O Brasil Precisa de Santos

O Papa João Paulo II sempre foi um grande incentivador das causas de canonizaçao e fez da proclamação dos santos uma forma de evangelização!


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03/04/2004 - 16:25 - O martírio de Pero Dias e 11 companheiros

 

Um ano depois, mais 12 mártires do Brasil 

A causa de canonização de Pero Dias e Companheiros foi introduzida em Coimbra em 1628 juntamente com a causa dos Beatos 40 Mártires. Tratava-se de uma única causa, de 52 mártires, desde o início considerados Mártires e Protetores do Brasil. Por isso, é necessário ler primeiro a história do Martírio do Beato Inácio e seus Companheiros para poder entender esta, que é continuação e desfecho das mais belas e surpreendentes páginas do martirológio da Igreja.

O martírio de Pero Dias e companheiros

Quando do embarque em Lisboa, a 5 de junho, coube ao Servo de Deus Pero Dias tomar conta de uma parte do grupo de missionários, indo na nau capitânia, do Governador do Brasil, Dom Luís Fernandes de Vasconcelos. Chegaram à ilha da Madeira em 12 de junho. Devendo o Governador permanecer por lá algum tempo, e a nau Santiago ter de passar pelas Canárias para o desembarque de mercadorias, o Beato Pe. Inácio e mais 39 religiosos nela reembarcaram em 30 de junho. Pero Dias ficou na Ilha como superior dos demais, aguardando a partida das suas naus.
Chegaram então as notícias do martírio dos 40 viajantes, ocorrida em 15 de julho de 1570! Da ilha escreve Pe. Pero Dias, em 17 de agosto, carta que se tornou famosa, traduzida em diversas línguas, narrando o martírio do Beato Inácio e seus companheiros. Chama-o "ditoso sucesso", e deseja para si igual sorte (LEITE, Serafim, Novas Páginas da História do Brasil, p. 213).
Após enviar alguns dos religiosos de volta a Portugal, seguiu viagem rumo ao Brasil. Pe. Pero Dias e o grupo maior de jesuítas seguiam na nau capitânia, enquanto que Pe. Francisco de Castro e mais alguns irmãos na nau dos Órfãos. Chegaram a avistar a costa brasileira, mas Deus destinava-os a outro lugar! Os ventos e temporais os impediram de dobrar o cabo de Santo Agostinho, e os arrastaram para as Antilhas. Parte da armada foi à Ilha de São Domingos, Haiti, e parte à Cuba. Quando Pe. Pero Dias chegou na Ilha Terceira, dos Açores, lá reencontrou Pe. Francisco e mais três irmãos, que já haviam chegado em outro galeão. Reunido novamente o grupo, os15 jesuítas voltaram a empreender viagem rumo ao Brasil. Somente um não pode acompanhá-los, o Irmão Antônio Leão, que estava doente.

Mas, novamente na altura das Canárias, a 13 de setembro de 1571, a nau do Governador foi atacada por uma armada de corsários, quatro naus francesas e uma inglesa, comandados por Capdeville! Uma coincidência: a nau capitânia era o mesmo galeão com que Jacques Sore tomara a nau Santiago no ano anterior! No combate inicial sucumbiu como herói o próprio Governador, Dom Luís de Vasconcelos. Os jesuítas foram atacados pelos hereges como os outros um ano antes, por serem missionários católicos: 5 foram mortos no mesmo dia, e no dia seguinte, 14 de setembro, outros 7. São o segundo grupo de 12 mártires.

Dois escaparam, Ir. Diogo Fernandes e Ir. Bastião Lopes, que foram lançados vivos ao mar dia 14, mas sobreviveram por saberem nadar, acabaram recolhidos por uma nau francesa e deixados na costa da Espanha. Voltaram a Portugal e foram os informadores do martírio de Pero Dias e companheiros. Um outro, Ir. Gaspar Gonçalves, foi vencido pelo medo, se vestiu de grumete e se meteu em meio aos grumetes feridos. Os franceses os levaram e mais tarde, não tendo como curá-los e sustentá-los, lançaram todos ao mar, e assim foram mortos; este irmão, porém, não se considera mártir.

Desse grupo de 12 mártires jesuítas, dois eram Padres (Pero e Francisco) e 10 eram Irmãos. Desses Irmãos, alguns eram estudantes (religiosos seminaristas que estudavam para serem padres), outros eram coadjutores (somente religiosos, não destinados à ordenação sacerdotal).Vejamos quem foram, então, os mártires (informações extraídas de LEITE, Serafim, Novas Páginas da História do Brasil. p. 207-246):

Servo de Deus Pero Dias, padre
Nascido em Arruda dos Vinhos, Lisboa, Portugal, em 1526. Estudou latim, aprendeu Cirurgia e trabalhou numa loja de panos. Em 28 de março de 1548 entrou para a Companhia em Coimbra. Como cirurgião serviu o ofício de enfermeiro. Não se sabe se foi ordenado em Lisboa ou Roma, pois lá foi acompanhando o Pe. Mestre Simão Rodrigues, demorando-se ano e meio na cidade. Santo Inácio de Loyola, ainda vivo, o chamava de "pomba sem fel".
Voltou a Portugal em1551, e se ocupou de estudar Teologia Moral em Coimbra e depois passou 5 a 6 anos em Sanfins do Minho. Em 1555 foi destinado à missão do Congo, mas não pode ir por problemas advindos na própria missão. Em 1558 era procurador do Colégio de Coimbra. Tornou-se um renomado mestre de Casos de Consciência. Em 1567 foi destinado a acompanhar o Pe. Gonçalo Álvares, visitador na Índia, mas também desta vez não foi as missões. Seguiria três anos depois para o Brasil, por vivo desejo do Pe. Inácio de Azevedo, pois seria pessoa muito útil e necessária, mais do que em Portugal (LEITE, Serafim, História da Companhia de Jesus no Brasil, p. 256). Pe. Pero Dias desejava-o mais do que ninguém, e foi-lhe concedido.
Já em Val de Rosal passou a ocupar-se do ensino de Casos de Consciência dos irmãos que se preparavam para o sacerdócio. Morto a estocadas e lançado depois ao mar, dia 13 de setembro

Servo de Deus Francisco de Castro, padre
Nascido em Montemolin, Espanha, em 1534. Estudou latim, um pouco de grego e Artes (filosofia), e depois foi a Portugal para entrar na Companhia, recebido por São Francisco de Borja em 1560. Entrado para o noviciado no mesmo ano, escreveu depois, por sua mão, que se sentia "desejoso do martírio por Jesus Cristo" (p. 214). Já sacerdote, foi destinado ao Brasil e esteve em Val de Rosal. Antes de embarcar, o Beato Inácio nomeou Pe. Francisco para ir com dois irmãos na nau dos Órfãos, a fim de dar assistência religiosa aos viajantes. Era a nau daqueles que tinham perdido os pais na peste grande.
Quando, depois da dispersão nas Antilhas, se reuniram novamente na ilha Terceira, foram todos juntos na nau do Governador. Aí Pe. Francisco recebeu o martírio, que dez anos antes desejara. Morto à estocadas e lançado ao mar, em 13 de setembro.

Servo de Deus Gaspar de Góis, irmão, estudante
Nascido em Portel, Portugal, em 1546. Era irmão do Pe. Manuel de Góis, famoso autor do Cursus Conimbricensis. Entrou na Companhia em Évora, com 16 anos. Já havia concluído o curso de Artes e estudava Teologia quando quis muito ir para a missão no Brasil. Em Val de Rosal estudava Casos de Consciência para se ordenar sacerdote; na nau do Governador ensinava a doutrina e pregava. Morto à espada e lançado ao mar em 13 de setembro.

Servo de Deus Afonso Fernandes, irmão, estudante
Nascido em Viana do Alentejo, Portugal, em 1548. Entrou na Companhia em Évora, com 19 anos. Quando pediu para ir ao Brasil, já era teólogo. Muito talentoso, concluíra o curso de Artes com brilhantismo e ia destinado a ensinar Filosofia no Brasil. Em Val de Rosal estudava Casos de Consciência para se ordenar. Foi vivo ao mar, em 14 de setembro.

Servo de Deus Pero Dias, irmão, estudante
Nascido em Souto, Portugal, em 1542. Entrou em Évora, com 18 anos, em 1560. Tinha inclinação para as letras, mas dizia que faria o que mandassem, mesmo que fosse "guardar carneiros". Estudava filosofia, quando foi para Val de Rosal em janeiro de 1570. Lançado vivo ao mar, em 14 de setembro.

Servo de Deus João Álvares, irmão, estudante
Nascido em Estreito, próximo a Castelo Branco, Portugal, em 1548. Entrou em Coimbra, com 19 anos. Unia talento e humildade: quando saía-se bem nos estudos, costumava dizer "que poderoso é Deus para de um cavalo fazer grandes coisas" (p. 216). Em Val de Rosal estudava Casos de Consciência para se ordenar. Foi vivo ao mar, em 14 de setembro.

Servo de Deus André Pais, irmão, estudante
Nascido no Porto, Portugal, em 1549. Com 20 anos foi a Braga para o Beato Inácio recebê-lo na Companhia. Antes de entrar, tinha visto um quadro de Nossa Senhora com o Menino nos braços. O Menino tinha na mão uma cruz e com a outra a mostrava: tomou para si essa indicação. Em Val de Rosal já estudava Casos de Consciência para se ordenar, portanto já devia saber latim. Após o martírio do Pe. Inácio de Azevedo, manifestou em uma carta o pesar de não estar também com ele para dar a vida por Cristo. Seu desejo foi atendido no ano seguinte, lançado vivo ao mar, em 14 de setembro.

Servo de Deus Fernão Álvares, irmão, coadjutor
Nascido em Viseu, Portugal, em 1534. Entrou no Colégio de Coimbra com 26 anos de idade e era ali refeitoreiro. Lançado vivo ao mar, em 14 de setembro.

Servo de Deus Miguel Aragonés, irmão, estudante
Nascido em Guizona, na Catalunha, Espanha, em 1543. Entrou na Companhia em Barcelona, e já tinha o curso de Artes e dois anos de Teologia. Acompanhou o Beato Inácio quando este passou por Valência em 1569. Em Val de Rosal estudava Casos de Consciência para se ordenar. Ferido a estocadas em 13 de setembro e lançado ao mar ainda vivo nesse mesmo dia ou no seguinte.

Servo de Deus Francisco Paulo, irmão
Recebido em Portugal pelo Beato Inácio de Azevedo para ir para o Brasil como noviço. O registro de entrada na Companhia, com mais informações, perdeu-se na nau do martírio. Lançado vivo ao mar, em 14 de setembro.

Servo de Deus Diogo de Carvalho, irmão, coadjutor
Nascido em Tondela, Viseu, Portugal. Vivo ao mar, em 14 de setembro.

Servo de Deus Pero Fernandes, irmão, coadjutor
Português, era carpinteiro e o "mais noviço de todos", pois foi o último a entrar na Companhia, o que deve ter acontecido após o embarque para o Brasil. Diz-se também que era "humilde e de muita virtude" (p.235). Seu registro, com mais informações, também perdeu-se em alguma das duas naus onde estavam os mártires. Foi vivo ao mar, em 14 de setembro.

Igualmente Padroeiros do Brasil

Como ao Beato Inácio e companheiros, esse título desde o início foi dado a Pero Dias e companheiros, pois havia o consenso quanto ao fato de os 52 religiosos fazerem parte do mesmo conjunto de mártires, "unidos na virtude e no sangue" (LEITE, Serafim, História da Companhia de Jesus no Brasil, p. 265). Eram considerados assim, tanto pela Companhia de Jesus e o povo em Portugal e Espanha, como aqui no Brasil ("Padroeiros do Brasil"). Dessa forma as causas deviam permanecer unidas no processo canônico; alguns documentos da Companhia de Jesus que serviram de base ao processo para a beatificação, já chamavam a todos eles de Beatos, Pero Dias e seus 11 companheiros inclusive. Iniciado o processo em Coimbra, em 1628, os questionários que as testemunhas deviam responder sobre os mártires dizia respeito a todos os 52 Servos de Deus. As respostas dadas foram todas afirmativas, atribuindo a todos eles a mesma fama de martírio.
No processo final, porém, os grupos se separaram, devido ao primeiro grupo de 40 ter sido objeto de culto quase imediato. Sobre eles Santa Teresa de Ávila tivera uma visão (além de contemporânea dos fatos, pois Teresa nasceu em1515 – e faleceu em 1582, era parente de um dos 40 mártires, Beato Ir. Francisco Pérez Godói). Tudo isso fez com que seu processo seguisse rumo próprio, e fossem beatificados em 1854.

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Informações várias

Restos Mortais: sepultados no mar!
Bibliografia sobre os Servos de Deus:
Do Padre Serafim LEITE, sj:
-"História da Companhia de Jesus no Brasil", Tomo II, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1938. p. 242-266.
-"A grande expedição missionária dos mártires do Brasil" , in: "Novas Páginas de História do Brasil", edição completa, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1965. p. 207-246 . (Coleção Brasiliana, vol. 324.)

Processo de canonização: além do que foi dito acima, não foi possível saber mais informações até o momento.
Para comunicar graças alcançadas: contatar a postulação do Beato José de Anchieta:
Vice-Postulação da Causa do Beato José de Anchieta
Pe. César Augusto dos Santos, sj (Vice-Postulador)
Rua Bela Cintra,
Tel.: (0xx11) 3138-9720

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*BEATO INÁCIO DE AZEVEDO E COMPANHEIROS MÁRTIRES (inicial)
*Saiba porque são realmente 40 MÁRTIRES DO BRASIL
*A HISTÓRIA DO MARTÍRIO
*Leia TRAÇOS BIOGRÁFICOS DOS 39 COMPANHEIROS Mártires
* Para obter mais informações: BIBLIOGRAFIA, INFORMAÇÕES E LINKS

Inserida por: Administrador fonte:  Santos do Brasil
   
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