Beata Dulce

Frágil no aspecto exterior e na saúde, ela era um gigante na fé e no amor, habilidosa administradora. Construiu a OSID, hospital reconhecido internacionalmente! Conheça sua...


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- Venerável Isabel Cristina Mrad Campos

 

Venerável. Isabel Cristina Mrad Campos

Mártir da Castidade

(com o Decreto do Martírio dado pelo Papa em 27.10.2020, ela já pode ser beatificada; aguardamos apenas ser marcada a data da beatificação!)


            29.7.1962  -  †1.9.1982

leiga


 

Isabel Cristina nasceu em 29 de julho de 1962, filha de José Mendes Campos e Helena Mrad[1] Campos, na cidade de Barbacena, MG. Seus pais e seu único irmão, Paulo Roberto, eram vicentinos dedicados.  Foi batizada no dia 15 de agosto de 1962 na matriz de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, e crismada a 22 de abril de 1965 na Basílica de São José. Fez a primeira comunhão a 26 de outubro de 1969, na capela  Nossa Senhora das Graças.

Viveu uma infância normal, uma criança tímida. Sua juventude foi igual a maioria das moças de sua época: gostava de música moderna, vestia-se bem, com esmero, mas sem exageros. Tinha seu pudor: em casa, com os seus, se fazia calor, podia até usar shorts, mas se batiam à porta, vestia logo uma saia ou jeans, para ir atender. Não usava roupas provocativas ou apertadas. Era recatada, religiosa, sem ser piegas. Não era super-piedosa, não gostava de procissões. Era alegre e jovial: seu apelido entre as colegas era Risadinha. Suas colegas atestam que ela não gostava de conversas fúteis, e comentários sobre outras colegas. Tinha predileção por crianças e a elas se dedicava, principalmente as mais pobres, que ajudava nas suas necessidades.

Apesar de não ser membro declarado das Conferências Vicentinas[2], ela o era de coração, tendo participado de diversas atividades do movimento, incluindo viagens pelas cidades próximas. Seu pai era o presidente do Conselho Central de Barbacena, e tinha também em sua mãe e seu irmão exemplos de Vicentinos.

Era comum vê-la ajudando nos encontros e retiros dos Vicentinos, e nas visitas brincando com as crianças pobres ou dando de comer aos velhinhos, servindo-os na boca com todo carinho. Eram gestos típicos seus.

Por uns 4 anos trabalhou como escrituraria (setor tributário) no escritório de seu pai, JM Contabilidade Ltda. Trabalhou ao lado do pa, do irmão e de outros funcionários. Deixou sempre a impressão de ser carinhosa, amorosa.

Tinha seu namorado, o Taquinho, a quem amava terna e profundamente, desde a infância. Como o Taquinho não era muito de Igreja, acabou desmanchando o namoro, por volta de julho de 82, pacificamente.

Essa moça tão igual às outras soube ser diferente, “fora de série”, como se dizia, não se deixando levar pela pressão de uma sociedade livre e desenfreada do “todo mundo faz”, da massificação, do consumismo e do comércio.

 

Seu martírio

 

Terminado o 2º grau em Barbacena (Curso Normal no Colégio Imaculada Conceição), foi para Juiz de Fora, MG, em março de 1982, para a preparação para o curso que desejava seguir: medicina. Não era aluna brilhante, mas gostava de estudar e era muito esforçada. Morava num apartamento junto com uma prima e mais duas amigas de Barbacena, e voltava cada fim de semana ou cada 15 dias para visitar os pais. Após alguns meses, seus pais compraram um pequeno apartamento em Juiz de Fora, tipo kitinete, onde passou a morar com seu irmão, que trabalhava nos arredores da cidade. Era um apartamento em prédio familiar, uma característica que inspirava segurança aos pais. Para aí se mudou no dia 15 de agosto. Estudando à noite, no ‘cursinho’ para medicina, passava os dias sozinha, pois o irmão só voltava para casa à noitinha. Ela e seu irmão compraram uma geladeira, um ferro elétrico e um armário. Este último devia ser montado, e tornou-se a causa de sua morte. Como contou ao irmão e amigas do cursinho, no dia 30 o montador esteve em seu apartamento, disse-lhe palavras obscenas, e não acabou de montar o armário. Ela sentiu medo e até rezou o tempo toda para que ele fosse embora logo.

E foi no dia 1º de setembro que tudo aconteceu. O homem voltou para terminar o serviço e tentou violentar Isabel Cristina. Começou por dar-lhe uma cadeirada na cabeça[3]. Ela caiu e assim foi amarrada com cordas e cintos, amordaçada com  pedaços de lençol, tendo suas roupas tiradas e rasgadas. O criminoso aumentou o volume do rádio e da TV para abafar os barulhos. Isabel Cristina resistia. Exasperado, frustrado, ele desferiu-lhe 15 facadas, 13 nas costas e duas nos órgãos genitais. Era por volta das 16h. A perícia médica constatou na autópsia que a moça não foi violentada: resistiu com vigor, como provavam as marcas bem visíveis de unhadas nas coxas e hematomas. Permaneceu virgem.

Ao chegar em casa à noitinha, seu irmão Paulo Roberto encontrou o corpo. Após a liberação pelo IML, foi levada para sua casa em Barbacena. No dia seguinte foi celebrada a missa de corpo presente em sua paróquia, na Igreja de Santo Antônio. Foi enterrada no cemitério municipal de Santo Antônio, e por coincidência, na ala da Paz, rodeada de túmulos de crianças, de quem tanto gostava. Em seu jazigo de mármore branco, homenagem da família à sua pureza, atualmente podemos ler em uma placa de bronze um trecho da carta que escrevera aos pais semanas antes de sua morte: “Espero que nós continuemos a nos amar mais e mais, a cada dia que passar. Assim construiremos o nosso pequenino mundo cheio de amor, paz e amizade”.

Tal morte, tal vida. Ao ser martirizada, usava o Terço de dedo, que sempre rezava. Apesar de ter namorado, manteve-se virgem, pois seu namoro era puro, caseiro, sem abusos. Recatada, de freqüência às Missas e sacramentos. Na missa de 30o. dia, em Juiz de Fora, o então arcebispo da cidade, Dom Juvenal Roriz, autorizou a coleta de dados, documentos e informações sobre Isabel Cristina, que ele chamou de Maria Goretti do Brasil[4].

O assassino foi preso, após averiguações, e condenado a 19 anos de prisão. Durante o processo criminal várias calúnias foram levantadas contra a honra de Isabel Cristina, como leviandades, freqüência a motéis, gravidez e conseqüente expulsão de casa, etc. Tudo foi desmascarado. O condenado foi conduzido ao presídio de Ribeirão das Neves, MG, lá ficou preso pouco tempo, pois fugiu e até hoje está foragido.

Seus pais e seu irmão testemunharam em várias ocasiões, e mesmo no depoimento policial, que apesar de toda a dor, jamais tiveram pensamento de ódio e vingança contra o assassino, e rezavam pela sua conversão.

Uma grande campanha foi iniciada pela canonização de Isabel Cristina, conduzida pelo Pe. Geraldo Cifani Pinheiro, sdv, de Juiz de Fora.

 

Oração

Pai, Filho e Espírito Santo,

adoramo-Vos e bendizemo-Vos,

pela força e coragem que dais a muitos de vossos filhos.

Há tantas almas generosas, que nos elevam pelo seu exemplo!

Seja louvada, Trindade Santa, na pessoa de Isabel Cristina,

que deu a vida em defesa de sua pureza e virgindade.

Dai-nos a graça de imita-la e, se for de Vosso agrado,

concedei-lhe a honra dos altares, como recompensa de sua oblação.

Assim seja.

 

Dies natalis: 1o. de setembro.

Restos mortais: na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, MG.

Causa de canonização: sediada na Arquidiocese de Mariana, MG. Ator:Arquidiocese de Mariana.

Nihil Obstat em 18/nov/2000; Processo informativo diocesano iniciado em 26/jan/2001. Postulador: Frei Paolo Lombardo (não há vice-postulador). Decreto do Martírio em 27.10.2020.

Bibliografia sobre Isabel Cristina:

Ainda não existe uma biografia (livro) sobre a Serva de Deus, mas sua vida e causa de canonização estão retratadas nos vários números do Boletim sobre a Serva de Deus Isabel Cristina, editado pelo Pe. Geraldo Cifani, svd.

Para comunicar graças alcançadas por Isabel Cristina e maiores informações:

Vice-Postulação – Causa de Beatificação  SD. Isabel Cristina

Cúria Arquidiocesana - Cx.P. 13

35420-000   -  Mariana  -  MG

 



[1] Seu avô materno era sírio.

[2] Vicentinos são assim chamados os membros da Conferência Vicentina: reunião de leigos cuja finalidade é  ajudar material e espiritualmente as pessoas carentes de determinada região.

[3] Era uma cadeirinha de criança, lembrança dos seus 3 anos.

[4] O Brasil já tem duas Mártires da castidade beatificadas: Albertina Berkenbrock (C.9), também de 12 anos, como Santa Maria Goretti, (beatificada em 20/outubro/2007) e Ir. Lindalva Justo de Oliveira (C.11; beatificada em 25/novembro/2007). Essas duas causas, assim como a de Isabel Cristina, têm como postulador Frei Paolo Lombardo. Veja à p. 684, Cap. 18, índice das Mártires da castidade.

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